8 MANEIRAS YORI DE MUDAR O MEIO
04 AÇÕES EDUCATIVAS + 04 INTERVENÇÕES URBANÍSTICAS
O Yori é um gestor de idéias. O nosso objetivo é suprir as carências das comunidades litorâneas paranaenses com soluções efetivas em prol do desenvolvimento sustentável e da melhoria da qualidade de vida das famílias brasileiras.
Criar, desenvolver e articular para que sejam executadas em nosso benefício o mais rápido possível, pelos governos municipais, estadual e federal.
Existem 8 maneiras de mudar o mundo, nós, Paranaenses, temos as 8 maneiras YORI de transformar o meio. Só depende de nós.
04 AÇÕES EDUCATIVAS + 04 INTERVENÇÕES URBANÍSTICAS
O Yori é um gestor de idéias. O nosso objetivo é suprir as carências das comunidades litorâneas paranaenses com soluções efetivas em prol do desenvolvimento sustentável e da melhoria da qualidade de vida das famílias brasileiras.
Criar, desenvolver e articular para que sejam executadas em nosso benefício o mais rápido possível, pelos governos municipais, estadual e federal.
Existem 8 maneiras de mudar o mundo, nós, Paranaenses, temos as 8 maneiras YORI de transformar o meio. Só depende de nós.
04 INTERVENÇÕES URBANÍSTICAS:
MO IBI
“MO IBI” vem do tupi e significa “Pela Terra”. Neste, o Instituto Yori pretende colaborar para a manutenção da vida na terra, isso significa montar frentes de atuação junto às comunidades desenvolvendo ações em relação a separação e a reciclagem de resíduos, bem como a revitalização das vilas localizadas nas ilhas paranaenses.
Com sede na ilha do Superagüi, o Instituto YORI, solicita e articula, junto à Prefeitura Municipal de Guaraqueçaba, o IAP - Instituto Ambiental do Paraná, ao IBAMA, a APA – Conselho da Área de Proteção Ambiental, ao Patrimônio da União e demais órgãos competentes, a construção de barracão para a triagem dos resíduos sólidos e compostagem de orgânicos na Barra do Superagüi, além de barco que transporte e encaminhe os resíduos não-recicláveis para o aterro sanitário mais próximo. (objetivo alcançado, em breve iniciará a construção de barracão – ofício 001/2008)
Provisoriamente, o Instituto YORI, coloca à disposição da comunidade, espaço para o depósito dos resíduos devidamente separados (papel, plástico, alumínio, vidro, pilhas e afins, óleo e orgânicos). Propõem a transformação do lixo orgânico em adubo para a implantação do “quintal comestível” (horta nas residências), que ajudará nos sustento de 228 famílias que vivem na ilha. E o encaminhamento dos resíduos separados para reciclagem e oficinas de arte.
Não é de agora, há relatos de moradores e matérias jornalísticas que atestam à questão do lixo na Ilha do Superagüi: “Referência ecológica, a reserva está com sua beleza natural comprometida por causa do acúmulo de lixo e aparência de abandono”, segundo reportagem publicada na Gazeta do Povo em 27 de fevereiro de 1999, pelo jornalista Kristhian Kaminski.
É interessante ressaltar que mesmo Curitiba sendo considerada capital ecológica e modelo no sistema de separação do lixo, inúmeros comerciantes e residentes ainda não separam os resíduos adequadamente, desperdiçando materiais que poderiam ser reciclados. E que a maioria da população não faz corretamente a separação do lixo, fazendo com que 30% do total seja reciclado. Um desperdício.
A proposta para as ilhas litorâneas no norte do Paraná, que se inicia na Ilha do Superagüi, junto à comunidade da Barra do Superagüi, através do Instituto YORI é a realização da Campanha MO IBI (Pela Terra) com o objetivo de reciclar 90% dos resíduos sólidos e 100% de aproveitamento dos resíduos orgânicos.
Dando seqüência ao trabalho de educação ambiental realizado pelo Instituto YORI, no período de setembro/ 2007 a abril/ 2008, realizamos em junho o Concurso de Desenho e Redação sobre o tema: “lixo - a importância da separação de resíduos”, premiando com 15 bolas de couro oficiais de vôley e futebol os vencedores. Também houve concurso de arrecadação de resíduos recicláveis, premiando as categorias de papel, plástico e metal. Além da troca de “cetras” por bolas de bet´s, incentivando a não matança de animais silvestres, principalmente pássaros.
Revistas de Educação Ambiental fornecidas pelo Instituto Chico Mendes colaboraram para trabalhos entre alunos e professores na escola local, bem como premiaram 15 vencedores dos concursos propostos. Folders sobre a separação de resíduos e a decomposição dos mesmos na natureza foi distribuído para todas as crianças da ilha.
Acreditamos que a consciência sobre a necessidade do consumo e o descarte de embalagens e afins acontecerá, à priori, através das crianças e jovens, os quais envolverão suas famílias.
Esse evento reforça a idéia do voluntariado e da força das parcerias. Juntos somos fortes.
Após a semana do meio ambiente, damos continuidade aos projetos de educação ambiental e conscientização do consumo, além das ações urbanísticas na vila.
Está em desenvolvimento uma revista de História em Quadrinhos que será distribuída nas escolas municipal e estadual, abordando a importância da separação e a reciclagem dos resíduos.
Aguardamos parceria para implantar 45 jogos de lixeiras coloridas (papel, vidro, plástico, metal e orgânico) e 10 pontos para o recolhimento de pilhas e afins. Estimamos a contratação de 06 pessoas, sendo 02 responsáveis pelo recolhimento dos lixos no perímetro que compreende a comunidade da Barra do Superagüi e a praia da vila; 02 pessoas para a praia deserta. Mais 01 pessoa responsável pela seleção e compostagem dos resíduos orgânicos e 01 pessoa coordenando a separação no barracão, a coleta seletiva na ilha e o encaminhamento de plásticos (1), papéis (2), vidros (3), latas (4), orgânicos (5), pilhas e afins (6) para seus locais de destino final.
Solicitamos apoio para a confecção de sacolas de pano (de algodão e pet) para serem distribuídas aos turistas nos barcos de acesso à ilha.
Para uma efetiva separação dos resíduos,sugerimos a distribuição de sacos coloridos e suporte de ferro para ser fixado nos domicílios e comércio nos primeiros 03 meses de implantação do projeto. Acredita-se que o tempo estimado é o suficiente para que os moradores acostumem-se com a separação dos resíduos e mantenham esse hábito sem a necessidade dos sacos coloridos. Aguardamos posicionamento de parceiros para a execução do mesmo.
O MO IBI realizou em março/ 2008 o mapeamento (único até então) da comunidade e prevê uma intervenção urbanística na Barra do Superagüi, melhorando significativamente a Vida na Terra. O projeto incluí a nomeação e o emplacamento das trilhas de acesso as residências e comércios, a qual será feita após uma pesquisa de opinião junto à comunidade, onde apresentaremos os nomes sugeridos para a nominação das 44 trilhas. Facilitando o acesso de turistas, bem como regularizando o serviço do correio e telefonia
.
Prevê a instalação de postes de iluminação em pontos considerados de risco aos moradores e turistas. Além da implantação de mais telefones públicos e manutenção das trilhas e pontes.
MO IG
“Pela água”, diriam nossos antepassados tupis. A água é um dos bens não renováveis do planeta e que beira a escassez, por esse motivo o Instituto YORI prevê a reforma da sede do Instituto em exemplo de sistema de reaproveitamento de água. Modelo de sustentabilidade para o planeta já aprovado por leis municipais nos grandes centros urbanos.
O projeto prevê, inicialmente, a limpeza dos rios pertinentes à ilha, a regularização do esgoto e o tratamento adequado do mesmo antes de lançá-lo ao mar através de emissário submarino. Além da adaptação das 228 casas da ilha no modelo de reaproveitamento da água e captação da água da chuva.
Na Austrália, o país onde existem mais emissários submarinos no mundo, todos eles têm no mínimo estação de tratamento secundária (onde um tratamento biológico é adicionado removendo até 90% de bactérias), exceto em Sydney. O emissário de Sydney foi instalado nos anos 70 somente com tratamento primário, porque de acordo com o governo se gastaria muito para fazer uma estação de tratamento secundário. Passados quase 30 anos, e comprovado o efeito nocivo na ecologia afetando o turismo, pesca e economia local, o governo de Sydney estará gastando 6 bilhões de dólares para converter a estação em tratamento secundário.
No Brasil uma praia é considerada balneável com um índice de 1,000 coliformes fecais por 100 ml de água, 10 vezes mais do que nos EUA. Os níveis de coliformes fecais em esgoto bruto são de 10.000.000, e com tratamento primário 1.000.000. Coliformes fecais são organismos que ocorrem normalmente na flora intestinal humana, e assim funcionam como um parâmetro para a quantidade de esgoto presente na água. Porém, a ausência de coliformes fecais não é uma indicação de ausência de organismos que provocam doenças. A hepatite A, por exemplo, pode sobreviver por 100 dias em água salgada.
Além dos efeitos nocivos para a saúde do banhista, há que se preocupar com a saúde do mar também. O mar, ao contrário do que se pensa, não é estação de tratamento de esgoto, nem reservatório de lixo. O mar não “trata” o esgoto, até porque há mais do que coliformes fecais no esgoto, há também detergentes, gordura, e metais pesados que poluem o mar e impedem a degradação de material orgânico, por isso a importância do YORI MO IBI MO IG, unindo terra e água por um planeta mais saudável. O emissário submarino desloca a poluição para um lugar onde nós não podemos ver o efeito que ela causa. Temos que olhar além do nosso poder míope de avistar a poluição em nossos horizontes, e em colaborar para que o governo nos proporcione praias limpas e oceanos saudáveis.
Desta forma, o MO IG, vêm destacar a importância de adaptarmos as residências num modelo sustentável de água. Evitando consumo excessivo e garantindo-a por mais tempo.
Em conjunto com o ORÉ ECATÚ, nosso projeto da saúde, o MO IG vem tentando realizar uma coleta da água em 20 pontos da ilha para averiguação da sua qualidade, nos rios e no mar (apesar de apoio oficial da prefeitura local, a mesma cancelou duas das datas agendadas para o mesmo). Passo inicial para o resgate dos rios que cortam a vila e para a conscientização dos moradores quanto ao perigo dessa água, que gera doenças de pele e dor de barriga principalmente às crianças da ilha.
ORÉ ECATÚ
O que significa “nosso bem”, em tupi é o nosso projeto da Saúde. Neste, o Instituto Yori prevê a mobilização de grupos voluntariados médicos para o atendimento das comunidades e parcerias que equipem o posto de saúde local, em infra-estrutura e medicamentos.
Visa desenvolver atividades e palestras melhorando a informação sobre a prevenção de doenças. Desenvolve pesquisas e divulga dados com o objetivo de informar e garantir melhor qualidade de vida aos nossos.
Tem atuado inicialmente com a distribuição de materiais gráficos elucidativos prevenindo doenças como a hepatite A e B, a eliminação dos caramujos, o envenenamento infantil, a dengue, a AIDS, o câncer de pele e mama, etc.
ETÊ
Que em tupi significa “bom, honesto, sincero” é o nome dado ao nosso projeto de segurança.
São críticos os dados sobre violência e a falta de segurança que assombra a vida dos brasileiros nas cidades, inclusive no Paraná. Acreditamos que esse é um problema decorrente da desigualdade social e de difícil resolução nos centros urbanos.
Comparando à realidade das ilhas que reúne um número significativamente menor que as cidades, percebemos o fator Segurança como de fundamental importância para mantermos a ordem e evitarmos transtornos decorrentes de marginalidade em tempos futuros.
O Etê prevê a instalação de posto policial no centro da comunidade da Barra do Superagüi e a designação, no mínimo de 04 equipes com 03 policiais cada, que revezarão um turno semanal, evitando contato emocional com os residentes da ilha e garantindo a eficiência da função exercida.
Sugere-se a implantação de Fórum simples para resolução de questões pertinentes aos moradores ou turistas que envolvam-se em situações de violência, drogas, roubos e outros; como já instaurado na Ilha do Mel – praia de Brasília.
Registra-se a necessidade de um Cadastro de Visitantes, o qual deverá ser preenchido antes do embarque em Paranaguá, com aquisição de passagem de ida e volta. Além de pagamento de taxa de manutenção de reserva por tempo de permanência. Esse valor poderá ser revertido para ações pertinentes á segurança e preservação da ilha.
Um cadastro de 04 vias, emitido pelos acessos de Paranaguá e Guaraqueçaba, sendo 1 via para arquivo do órgão emissor, outra via para o passageiro e outra entregue no desembarque. Havendo possibilidade de emissão nas ilhas, no caso do desembarque de barcos particulares. Tudo interligado a um sistema computadorizado integrado, garantindo um número específico de turistas e um melhor controle de seus visitantes.
Além de desenvolver o curso de Ética e Cidadania aos estudantes do ensino fundamental e médio, orientando sobre os nossos direitos e deveres enquanto cidadãos brasileiros.
+
04 AÇÕES EDUCATIVAS:
MIMBOÉ
Mimboé, que significa “ensinando” em tupi tem a missão de complementar o ensino oferecido pelas escolas públicas municipais e estaduais nas ilhas do litoral norte do nosso estado. Neste, crianças e jovens, separados por turmas específicas participam de reforço escolar e atividades extra-curriculares como inglês, educação-física, ética e cidadania e artes nos contra turnos da escola convencional.
O Mimboé prevê vários cursos profissionalizantes e workshop´s que estimulem o ingresso dos jovens nas universidades e no mercado de trabalho. Dando mais opções profissionais aos caiçaras.
ARCA-DE-NOÉ
Esse grupo é composto por crianças e jovens onde reunidas desenvolvem atividades lúdicas que contam a história da humanidade através das religiões e do cristianismo. Um projeto não religioso, mas que trata a teologia (estudo das religiões) como um dos caminhos para a educação humanitária.
Nesse, o Instituto Yori visa unir os grupos religiosos locais na busca da fé sem preconceitos e na crença pela natureza do Deus único, que é reflexo da nossa consciência em atitudes diárias. Tem como base o respeito ás diferenças e a busca da reforma individual e do mundo segundo uma visão cristã. O grupo desenvolve atividades nas áreas de filosofia, artes e teatro.
KURUMÍ
Um grupo de escotismo nativo, baseado nas regras universais desse grupo e nas teorias do pedagogo Frenet que exaltava o aprendizado em meio natural. Os kurumís aprendem brincando a importância da manutenção das nossas matas nativas, mares e dos nossos animais. Compreendem a necessidade do consumo consciente, da reciclagem dos resíduos e ganham independência quanto as suas ações junto à comunidade. Além de colaborar na formação de guias mirins e juvenis, preparando-os para o ingresso no mercado de trabalho.
O desenvolvimento do senso de equipe e de valores fortes, morais e sociais é incentivado pelo Kurumí.
O mesmo projeto prevê um formato televisivo, vindo a complementar a programação infantil brasileira, incentivando o estudo e a pesquisa, além de servir como exemplo á outras comunidades a atitudes em prol da sustentabilidade do planeta.
AICÓ
Aicó vem do tupi e significa “ser, estar”. Esse grupo busca a prevenção e a recuperação de dependentes químicos. Acredita que somos quem buscamos ser e estamos conforme nossas atitudes definiram estar. Poderemos alterar nossas condutas conforme nossos desejos mais íntimos.
O grupo auxilia no processo de recuperação daqueles que envolveram-se com drogas como meio de aliviar as dores do mundo. Oferecendo-lhes a oportunidade de serem eles mesmos, buscando em si e no apoio do grupo as chaves para a realização e a felicidade pessoal.
Desenvolve trabalhos preventivos através de vídeos e impressos divulgados na comunidade.
Pretende realizar, semanalmente, grupos de bate-papo com a presença de psicóloga e avaliação de encaminhamento para clínicas de recuperação, quando necessário.
“MO IBI” vem do tupi e significa “Pela Terra”. Neste, o Instituto Yori pretende colaborar para a manutenção da vida na terra, isso significa montar frentes de atuação junto às comunidades desenvolvendo ações em relação a separação e a reciclagem de resíduos, bem como a revitalização das vilas localizadas nas ilhas paranaenses.
Com sede na ilha do Superagüi, o Instituto YORI, solicita e articula, junto à Prefeitura Municipal de Guaraqueçaba, o IAP - Instituto Ambiental do Paraná, ao IBAMA, a APA – Conselho da Área de Proteção Ambiental, ao Patrimônio da União e demais órgãos competentes, a construção de barracão para a triagem dos resíduos sólidos e compostagem de orgânicos na Barra do Superagüi, além de barco que transporte e encaminhe os resíduos não-recicláveis para o aterro sanitário mais próximo. (objetivo alcançado, em breve iniciará a construção de barracão – ofício 001/2008)
Provisoriamente, o Instituto YORI, coloca à disposição da comunidade, espaço para o depósito dos resíduos devidamente separados (papel, plástico, alumínio, vidro, pilhas e afins, óleo e orgânicos). Propõem a transformação do lixo orgânico em adubo para a implantação do “quintal comestível” (horta nas residências), que ajudará nos sustento de 228 famílias que vivem na ilha. E o encaminhamento dos resíduos separados para reciclagem e oficinas de arte.
Não é de agora, há relatos de moradores e matérias jornalísticas que atestam à questão do lixo na Ilha do Superagüi: “Referência ecológica, a reserva está com sua beleza natural comprometida por causa do acúmulo de lixo e aparência de abandono”, segundo reportagem publicada na Gazeta do Povo em 27 de fevereiro de 1999, pelo jornalista Kristhian Kaminski.
É interessante ressaltar que mesmo Curitiba sendo considerada capital ecológica e modelo no sistema de separação do lixo, inúmeros comerciantes e residentes ainda não separam os resíduos adequadamente, desperdiçando materiais que poderiam ser reciclados. E que a maioria da população não faz corretamente a separação do lixo, fazendo com que 30% do total seja reciclado. Um desperdício.
A proposta para as ilhas litorâneas no norte do Paraná, que se inicia na Ilha do Superagüi, junto à comunidade da Barra do Superagüi, através do Instituto YORI é a realização da Campanha MO IBI (Pela Terra) com o objetivo de reciclar 90% dos resíduos sólidos e 100% de aproveitamento dos resíduos orgânicos.
Dando seqüência ao trabalho de educação ambiental realizado pelo Instituto YORI, no período de setembro/ 2007 a abril/ 2008, realizamos em junho o Concurso de Desenho e Redação sobre o tema: “lixo - a importância da separação de resíduos”, premiando com 15 bolas de couro oficiais de vôley e futebol os vencedores. Também houve concurso de arrecadação de resíduos recicláveis, premiando as categorias de papel, plástico e metal. Além da troca de “cetras” por bolas de bet´s, incentivando a não matança de animais silvestres, principalmente pássaros.
Revistas de Educação Ambiental fornecidas pelo Instituto Chico Mendes colaboraram para trabalhos entre alunos e professores na escola local, bem como premiaram 15 vencedores dos concursos propostos. Folders sobre a separação de resíduos e a decomposição dos mesmos na natureza foi distribuído para todas as crianças da ilha.
Acreditamos que a consciência sobre a necessidade do consumo e o descarte de embalagens e afins acontecerá, à priori, através das crianças e jovens, os quais envolverão suas famílias.
Esse evento reforça a idéia do voluntariado e da força das parcerias. Juntos somos fortes.
Após a semana do meio ambiente, damos continuidade aos projetos de educação ambiental e conscientização do consumo, além das ações urbanísticas na vila.
Está em desenvolvimento uma revista de História em Quadrinhos que será distribuída nas escolas municipal e estadual, abordando a importância da separação e a reciclagem dos resíduos.
Aguardamos parceria para implantar 45 jogos de lixeiras coloridas (papel, vidro, plástico, metal e orgânico) e 10 pontos para o recolhimento de pilhas e afins. Estimamos a contratação de 06 pessoas, sendo 02 responsáveis pelo recolhimento dos lixos no perímetro que compreende a comunidade da Barra do Superagüi e a praia da vila; 02 pessoas para a praia deserta. Mais 01 pessoa responsável pela seleção e compostagem dos resíduos orgânicos e 01 pessoa coordenando a separação no barracão, a coleta seletiva na ilha e o encaminhamento de plásticos (1), papéis (2), vidros (3), latas (4), orgânicos (5), pilhas e afins (6) para seus locais de destino final.
Solicitamos apoio para a confecção de sacolas de pano (de algodão e pet) para serem distribuídas aos turistas nos barcos de acesso à ilha.
Para uma efetiva separação dos resíduos,sugerimos a distribuição de sacos coloridos e suporte de ferro para ser fixado nos domicílios e comércio nos primeiros 03 meses de implantação do projeto. Acredita-se que o tempo estimado é o suficiente para que os moradores acostumem-se com a separação dos resíduos e mantenham esse hábito sem a necessidade dos sacos coloridos. Aguardamos posicionamento de parceiros para a execução do mesmo.
O MO IBI realizou em março/ 2008 o mapeamento (único até então) da comunidade e prevê uma intervenção urbanística na Barra do Superagüi, melhorando significativamente a Vida na Terra. O projeto incluí a nomeação e o emplacamento das trilhas de acesso as residências e comércios, a qual será feita após uma pesquisa de opinião junto à comunidade, onde apresentaremos os nomes sugeridos para a nominação das 44 trilhas. Facilitando o acesso de turistas, bem como regularizando o serviço do correio e telefonia
.
Prevê a instalação de postes de iluminação em pontos considerados de risco aos moradores e turistas. Além da implantação de mais telefones públicos e manutenção das trilhas e pontes.
MO IG
“Pela água”, diriam nossos antepassados tupis. A água é um dos bens não renováveis do planeta e que beira a escassez, por esse motivo o Instituto YORI prevê a reforma da sede do Instituto em exemplo de sistema de reaproveitamento de água. Modelo de sustentabilidade para o planeta já aprovado por leis municipais nos grandes centros urbanos.
O projeto prevê, inicialmente, a limpeza dos rios pertinentes à ilha, a regularização do esgoto e o tratamento adequado do mesmo antes de lançá-lo ao mar através de emissário submarino. Além da adaptação das 228 casas da ilha no modelo de reaproveitamento da água e captação da água da chuva.
Na Austrália, o país onde existem mais emissários submarinos no mundo, todos eles têm no mínimo estação de tratamento secundária (onde um tratamento biológico é adicionado removendo até 90% de bactérias), exceto em Sydney. O emissário de Sydney foi instalado nos anos 70 somente com tratamento primário, porque de acordo com o governo se gastaria muito para fazer uma estação de tratamento secundário. Passados quase 30 anos, e comprovado o efeito nocivo na ecologia afetando o turismo, pesca e economia local, o governo de Sydney estará gastando 6 bilhões de dólares para converter a estação em tratamento secundário.
No Brasil uma praia é considerada balneável com um índice de 1,000 coliformes fecais por 100 ml de água, 10 vezes mais do que nos EUA. Os níveis de coliformes fecais em esgoto bruto são de 10.000.000, e com tratamento primário 1.000.000. Coliformes fecais são organismos que ocorrem normalmente na flora intestinal humana, e assim funcionam como um parâmetro para a quantidade de esgoto presente na água. Porém, a ausência de coliformes fecais não é uma indicação de ausência de organismos que provocam doenças. A hepatite A, por exemplo, pode sobreviver por 100 dias em água salgada.
Além dos efeitos nocivos para a saúde do banhista, há que se preocupar com a saúde do mar também. O mar, ao contrário do que se pensa, não é estação de tratamento de esgoto, nem reservatório de lixo. O mar não “trata” o esgoto, até porque há mais do que coliformes fecais no esgoto, há também detergentes, gordura, e metais pesados que poluem o mar e impedem a degradação de material orgânico, por isso a importância do YORI MO IBI MO IG, unindo terra e água por um planeta mais saudável. O emissário submarino desloca a poluição para um lugar onde nós não podemos ver o efeito que ela causa. Temos que olhar além do nosso poder míope de avistar a poluição em nossos horizontes, e em colaborar para que o governo nos proporcione praias limpas e oceanos saudáveis.
Desta forma, o MO IG, vêm destacar a importância de adaptarmos as residências num modelo sustentável de água. Evitando consumo excessivo e garantindo-a por mais tempo.
Em conjunto com o ORÉ ECATÚ, nosso projeto da saúde, o MO IG vem tentando realizar uma coleta da água em 20 pontos da ilha para averiguação da sua qualidade, nos rios e no mar (apesar de apoio oficial da prefeitura local, a mesma cancelou duas das datas agendadas para o mesmo). Passo inicial para o resgate dos rios que cortam a vila e para a conscientização dos moradores quanto ao perigo dessa água, que gera doenças de pele e dor de barriga principalmente às crianças da ilha.
ORÉ ECATÚ
O que significa “nosso bem”, em tupi é o nosso projeto da Saúde. Neste, o Instituto Yori prevê a mobilização de grupos voluntariados médicos para o atendimento das comunidades e parcerias que equipem o posto de saúde local, em infra-estrutura e medicamentos.
Visa desenvolver atividades e palestras melhorando a informação sobre a prevenção de doenças. Desenvolve pesquisas e divulga dados com o objetivo de informar e garantir melhor qualidade de vida aos nossos.
Tem atuado inicialmente com a distribuição de materiais gráficos elucidativos prevenindo doenças como a hepatite A e B, a eliminação dos caramujos, o envenenamento infantil, a dengue, a AIDS, o câncer de pele e mama, etc.
ETÊ
Que em tupi significa “bom, honesto, sincero” é o nome dado ao nosso projeto de segurança.
São críticos os dados sobre violência e a falta de segurança que assombra a vida dos brasileiros nas cidades, inclusive no Paraná. Acreditamos que esse é um problema decorrente da desigualdade social e de difícil resolução nos centros urbanos.
Comparando à realidade das ilhas que reúne um número significativamente menor que as cidades, percebemos o fator Segurança como de fundamental importância para mantermos a ordem e evitarmos transtornos decorrentes de marginalidade em tempos futuros.
O Etê prevê a instalação de posto policial no centro da comunidade da Barra do Superagüi e a designação, no mínimo de 04 equipes com 03 policiais cada, que revezarão um turno semanal, evitando contato emocional com os residentes da ilha e garantindo a eficiência da função exercida.
Sugere-se a implantação de Fórum simples para resolução de questões pertinentes aos moradores ou turistas que envolvam-se em situações de violência, drogas, roubos e outros; como já instaurado na Ilha do Mel – praia de Brasília.
Registra-se a necessidade de um Cadastro de Visitantes, o qual deverá ser preenchido antes do embarque em Paranaguá, com aquisição de passagem de ida e volta. Além de pagamento de taxa de manutenção de reserva por tempo de permanência. Esse valor poderá ser revertido para ações pertinentes á segurança e preservação da ilha.
Um cadastro de 04 vias, emitido pelos acessos de Paranaguá e Guaraqueçaba, sendo 1 via para arquivo do órgão emissor, outra via para o passageiro e outra entregue no desembarque. Havendo possibilidade de emissão nas ilhas, no caso do desembarque de barcos particulares. Tudo interligado a um sistema computadorizado integrado, garantindo um número específico de turistas e um melhor controle de seus visitantes.
Além de desenvolver o curso de Ética e Cidadania aos estudantes do ensino fundamental e médio, orientando sobre os nossos direitos e deveres enquanto cidadãos brasileiros.
+
04 AÇÕES EDUCATIVAS:
MIMBOÉ
Mimboé, que significa “ensinando” em tupi tem a missão de complementar o ensino oferecido pelas escolas públicas municipais e estaduais nas ilhas do litoral norte do nosso estado. Neste, crianças e jovens, separados por turmas específicas participam de reforço escolar e atividades extra-curriculares como inglês, educação-física, ética e cidadania e artes nos contra turnos da escola convencional.
O Mimboé prevê vários cursos profissionalizantes e workshop´s que estimulem o ingresso dos jovens nas universidades e no mercado de trabalho. Dando mais opções profissionais aos caiçaras.
ARCA-DE-NOÉ
Esse grupo é composto por crianças e jovens onde reunidas desenvolvem atividades lúdicas que contam a história da humanidade através das religiões e do cristianismo. Um projeto não religioso, mas que trata a teologia (estudo das religiões) como um dos caminhos para a educação humanitária.
Nesse, o Instituto Yori visa unir os grupos religiosos locais na busca da fé sem preconceitos e na crença pela natureza do Deus único, que é reflexo da nossa consciência em atitudes diárias. Tem como base o respeito ás diferenças e a busca da reforma individual e do mundo segundo uma visão cristã. O grupo desenvolve atividades nas áreas de filosofia, artes e teatro.
KURUMÍ
Um grupo de escotismo nativo, baseado nas regras universais desse grupo e nas teorias do pedagogo Frenet que exaltava o aprendizado em meio natural. Os kurumís aprendem brincando a importância da manutenção das nossas matas nativas, mares e dos nossos animais. Compreendem a necessidade do consumo consciente, da reciclagem dos resíduos e ganham independência quanto as suas ações junto à comunidade. Além de colaborar na formação de guias mirins e juvenis, preparando-os para o ingresso no mercado de trabalho.
O desenvolvimento do senso de equipe e de valores fortes, morais e sociais é incentivado pelo Kurumí.
O mesmo projeto prevê um formato televisivo, vindo a complementar a programação infantil brasileira, incentivando o estudo e a pesquisa, além de servir como exemplo á outras comunidades a atitudes em prol da sustentabilidade do planeta.
AICÓ
Aicó vem do tupi e significa “ser, estar”. Esse grupo busca a prevenção e a recuperação de dependentes químicos. Acredita que somos quem buscamos ser e estamos conforme nossas atitudes definiram estar. Poderemos alterar nossas condutas conforme nossos desejos mais íntimos.
O grupo auxilia no processo de recuperação daqueles que envolveram-se com drogas como meio de aliviar as dores do mundo. Oferecendo-lhes a oportunidade de serem eles mesmos, buscando em si e no apoio do grupo as chaves para a realização e a felicidade pessoal.
Desenvolve trabalhos preventivos através de vídeos e impressos divulgados na comunidade.
Pretende realizar, semanalmente, grupos de bate-papo com a presença de psicóloga e avaliação de encaminhamento para clínicas de recuperação, quando necessário.

